segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Caixinha de surpresas

Eu quero. Eu devia, ter guardado isso em uma das minhas caixinhas de segredos. Sim, eu as possuo, e tenho uma com seu nome cravado. Sem anúncios, sem propagandas, só aquelas velhas borboletas dançando numa melodia desconhecida no meu estomago. Eu deveria ter escondido de todos, até mesmo de mim.

Será que teria durado? Você me fez essa pergunta antes de partir e até agora não paro de procurar a resposta. Eu queria chorar, tirar esse bolo da minha garganta, eu queria.

Talvez não tenha significado tanto pra me causar alguma dor física, mas foi o bastante para me perturbar em uma tarde de verão. Foi o bastante para matar todas as pequenas borboletas que vinham me fazendo companhia à noite. E finalmente, foi o bastante pra perceber que você foi e ainda é importante pra mim.

E toda essa história de você e eu juntos ainda me parece tão recente, deixe-me recuperar o folego.

Não me entenda mal, mas juras de amor são demais para mim.

"O que sabemos é uma gota, o que ignoramos é um oceano."

— Isaac Newton.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Saudade, falta de algo. Confusão, dores de cabeça, papéis ao chão. Cartas, todas ali espalhadas ao chão, frases pela metade, hitórias sem pontos finais. Até quando poderia prolongar aquele momento? Lágrimas, corações apertados, partida. É hora de ir minha querida, acabou.

sábado, 14 de agosto de 2010

- Você tem medo?
- De que?
- De tudo.
- Não.
- Sim, você tem.
- Eu disse que não.
- E se eu morresse agora, você tem medo disso?
- Sim.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Quinta, a noite. As lições acabaram, as séries de tv ainda não começaram, nenhum amigo on line, só lhe restas as fotos. Com algumas leves batidas a poeira sobe, um espirro, muitas lembranças. As fotos agem com uma rapidez tamanha, a nostalgia toma conta de seu corpo. Flashes, frases soltas e risadas sinceras. Saudade, falta de algo. Não aguenta, guarda como estava, amanhã veria o próximo álbum. Esquece as series, sua preferida passa despercebida.
" Ela acreditava em anjos e, porque acreditava, eles existiam. "
(A hora da estrela - Clarice Lispector)

domingo, 8 de agosto de 2010

Saudade, falta de algo. Confusão, dores de cabeça, papéis ao chão. Cartas, todas ali espalhadas, frases pela metade, histórias sem pontos finais, apenas vírgulas. Até quando poderia prolongar aquele momento? Lágrimas, corações apertados, partida. É hora de ir minha querida, acabou.


Sumiu, acabou, a chegada do ponto final. Mesmo após a ardência das lágrimas em suas bochechas, a presença ainda estava ali. Era como se nada tivesse acabado, como se nada tivesse ao menos começado. Como? Ela o viu partir, afinal, teve que partir também. Houve todo o momento clichê, abraços prolongados e lágrimas indesejadas. Como poderia estar ali ainda?


Não estava. Houve uma carta, apenas uma terminada. Dentro da caixa, aquela jamais vista por ninguém, especial demais para se mostrar. Com um gesto cuidadoso a tirou de dentro de sua gaveta secreta. Levantou-a na pequena brecha de luz que entrava pela janela. Assim que tocou a luz, foi substituída por ar - como? - sumiu, simples assim. Agora, enfim, estava com seu destinatário. Poderia continuar, sim, apenas continuar, pois sua vida estava naquela carta. Por isso tão bem guardada.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Luzes, refletores, risos e cores. As 4 coisas mais vistas e ouvidas por aquele lugar. Mascaras por todos os lados, diferentes formas, mas cada uma com seu brilho especial. Dessa vez eu não estava com medo, ou receio, pois na verdade aquele era o lugar certo delas. Não havia o sorriso cínico por trás ou o pensamento maldoso, só o riso sincero de alguém querendo te ver sorrir. O cheiro, oh, o cheiro, caramelo com pipoca. Meu preferido. O vento circulava cuidadosamente em volta das pessoas fazendo parecer que estavam dançando á todo momento. Crianças por toda parte fascinadas, com as pupilas dilatadas pois tinham medo de perder uma cena sequer de tudo aquilo. Algumas diziam as mães como aquele lugar parecia mágico. Mal sabiam elas que não só parecia, como era. Aquele era o contrário do que eu estava costumada, sem aromas fortes e amargos, sem vozes roucas e apressadas.
Uma leve brisa fez meus cabelos balançarem sutilmente, me fazendo arrepiar. De repente tudo parecia sumir, as luzes apagaram, as crianças e seus pais evaporaram e os aromas doces foram substituídos por um ar frio, fazendo minha respiração se tornar mais violenta e dolorida.
Acabou, eu tinha acordado - tudo bem, na próxima noite eu volto - e essa foi mais uma noite de sonhos.

domingo, 27 de junho de 2010

www.soophs.tumblr.com veeeeeeeeeeeeeejam :)

terça-feira, 15 de junho de 2010

Simples melodias trazem importantes lembranças, só não consigo entender se são boas ou ruins. Mas mesmo em meio sentimentos confusos como este, eu me sinto bem, afinal são sensações, borboletas no estômago - simples coisas extintas para mim a muito tempo. São essas pequenas sensações que me trazem aqui hoje, me mantendo viva e suportanto o resto do tempo com a ausência delas.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Não importa o que você diga, todas as palavras parecem vim como um balde d'água, a única diferença é que as vezes vem quente e outras fria. Mas todas me atingem com força, deixando minha face molhada e com um gosto salgado. Minhas pernas permanecem intactas quando meus olhos te vem, a temperatura não aumenta mais e minhas mãos permanecem paradas. O seu problema, ou talvez meu, são as palavras. Se elas não fossem ditas eu não teria mudado, uma parte de mim ainda estaria viva. E essa parte estaria pulsando, me fazendo sentir inteira.

sábado, 29 de maio de 2010

Que o jogo comece .

Envolta a tantos pensamentos, ela pega a xicara de chá com a esperança de aquecer aquela onda fria que percorreu seu corpo quando sua mente falhou, e mais uma vez, o nome dele veio camuflado em meio a tantas novas ideias que passavam por ali. Cobertas quentes, cookies, chá e uma bela vista para a cidade de sonhos, Paris. A tão famosa torre, ali, a sua frente, toda iluminada e rodeada por amantes apaixonados. Agora aquecida e esquecido o nome dele, ela pode retornar a apreciar a vista. Um novo pensamento se fixa em sua mente, e se tudo não passar de uma piada? Com um sorriso malisioso no rosto ela diz baixinho para sí mesma - vamos brincar.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Quem sou eu?

Gosto de sorvete, e do frio, odeio o calor com todo aquele suor. Gosto de dormir, de passar tardes inteiras vendo filmes de terror com os amigos mas gosto mais ainda de ficar sozinha vendo filmes bobos com finais felizes. Tem dia que tudo parece ridículo, que as pessoas são falsas e minhas vontades impossíveis, mas tem dias que tudo está ótimo e tudo que preciso é de uma boa barra de chocolate. Gosto de ler, de tudo um pouco, mas os que me fascina são os com um final surpreendente. Adoro musica, odeio dançar. Gosto de entender as pessoas e depois deixa-las confusas em relação a mim. Não gosto de revelar meus sentimentos a todos, mas adoro quando me abraçam sem motivos. Gosto das manhãs, mas acho ridículo acordar cedo. Não gosto de atenção, por isso escrevo, apenas para não dizer o que sinto. Acho os mocinhos legais, mas gosto mesmo é dos vilões. Gosto de me sentir bonita, mas não gosto que fiquem olhando para mim. Adoro dormir com sono e acordar relembrando meus sonhos. E você, sabe quem é?

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Todos esperam que os motivos apareçam para deixar de ser um estereótipo fútil motivado por essa fantasmagorica população, que a cada segundo emprega mais uma maldição assim chamada pelos que não tem o cérebro fuzilado por tantas informações inúteis. Porque eu deveria consertar algo que não criei ? Prefiro sentar e ver o circo pegar fogo e quando tudo estiver perdido, levantar e aplaudir de pé a tragédia, para eles, porque para mim não passa de mais um divertimento cotidiano.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Engasgada, parecia que tudo havia aglomerado e resolvido parar bem em sua garganta, com líquidos ela tentava digerir aquela confusão em forma de bola. Vozes, que tentava minimizar com a musica, não importava a altura, gritavam cada vez mais alto, e toda aquela massa presa dentro de si continuava a lhe arranhar e queimar. Parecia que era resistente a tudo, então decidiu tomar mais algumas pequenas massas brancas com a aparência perturbadora para silenciar de uma vez só as vozes e tentar acalmar aquela coisa em sua garganta. E der repente veio a calma, sem ordens e feridas, conseguia pensar e novamente tomar decisões, mas para que agora? Já havia tomado a unica importante, e então lá ficou com o sentimento de covardia lhe perfurando o corpo. Quem nunca pensou em tomar comprimidos para dormir para sempre? Como nos contos de historia para dormir.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Humor Negro .

Justiça, a ilusão de muitos, justiça não passa de uma palavra inventada para fazer a sociedade se sentir melhor. É só olhar em volta pra perceber que não há nada além de hipocrisia, todos em uma mesma peça de comédia que nunca deixara de existir. Pessoas que nunca deixaram de atuar, com cortes provocados pelos inevitáveis acontecimentos sem ordem, confusão e logo depois mais atuação em uma perfeita sincronia.

Olhem ao redor, preparem-se para correr .

domingo, 11 de abril de 2010

E quando perguntam se estou bem, lhes respondo o que querem ouvir - sim. Ninguém se importa, só perguntam por mínimos vestígios de educação.

sábado, 3 de abril de 2010

Escondida ao canto, tentando impedir que os outros a vejam, ela sente um aroma familiar. E então vem um sentimento de saudade, uma sensação de procura, uma leve onda de pequenos choques eléctricos lhe correm pelo corpo, com um ato mais que inspontâneo ela respira fundo, com toda a sua força para tentar guardar em si o máximo que pode daquele aroma familiar, que lhe trouxe de volta a sensação de vida - de saudade. E com a mesma rapidez ele se vai, sem deixar rastros, sem deixar paradeiro. Mas agora ela já encontrou o que queria, o sentimento que estava a procura. Se levanta e como uma criança aprendendo a andar ela prossegue, com um passo de cada vez. Com o tempo ela fica segura de si e começa a correr dentre de toda aquela multidão de pessoas, que para a garota não passavam de borrões. Uma senhora a para e lhe pergunta com uma certa angustia na voz - O que estás a procurar minha jovem ? , e então com um tom de paz inconfundível a jovem lhe responde - Já encontrei senhora, já encontrei. E novamente começa a caminhar, a senhora parada ali a observar aquela linda garota percebe que conforme a menina anda, seu corpo vai desaparecendo, como uma névoa. Como aquele aroma que veio sem indícios de paradeiro, aquela garota se vai, e desaparece com a brisa que passava ali naquele instante.

terça-feira, 30 de março de 2010

Transforções haviam se tornado comuns, mas não eram simples mudanças como a cor do cabelo ou a marca do esmalte. Eram internas e dolorosas, o sol antes batia em minha pele trazendo uma leve ardência relaxante, agora me queima como fogo, trazendo marcas e dores incuráveis. O ar frio antes batia como um brisa em meu rosto, levando todas as minhas feições ruins, agora vem como uma onda gélida e rígida que me rasga a pele. Aquele olhar, ele me trazia conforto e companhia e agora só me traz solidão e angustias, lembranças tenebrosas. A vida, intensa agora só passa de um breve momento insignificante que quero esquecer, arrancar aquelas lembranças - mas parecem tão profundas. Intáquita, parada ali em um canto, mais um canto, todos perguntam : " O que aconteceu a aquela pobre garota?" e então vem a resposta : " ela só parou de tentar esquecer, ela só parou de tentar viver". Vocês deveriam fazer o mesmo, parar de criticar, isso traz a vida o belo ar do fracasso.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Tudo poderia ser igual ao fake não? Você cria sua imagem, sua personalidade, não tem medo de falar algo pois todos que estão ali não são realmente reais. Se magoa e simplesmente deleta aquela vida e começa outra, com um simples ato tudo se acaba. Mas é preciso coragem até para isso, pois não é fácil deletar uma vida, nem pessoas mesmo que elas sejam falsas. É como uma cidade fantasma, tudo está lá, você está vedo, mas quando vai tocar - some. Passa pela suas mãos e então tudo não passa de imagens, e por isso que não temos botões para deletar nossas vidas. Isso precisaria de muita coragem e não há ninguém que consiga. Precisaria de frieza, seria contra os nossos extintos. Nada disto é real, nada disto é certo, pois na verdade não existe o errado, apenas o contrario - ideologias contrárias.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Apenas mais rostos borrados e cores apagadas. Estar sozinho em meio a tanta gente, confuso com claras instruções, enojado com a própria face. É dificl de entender que seus problemas são tão insignificantes ao dos outros e que seus sentimentos não passam de drama feito para adquirir atenção. Mas e se eu não quiser atenção? Aflição, anciosos para o nada. Esperando que todos te compreendam, não acontecerá, estão cegos, tomados pelo egoísmo. Não há mais nada a se fazer com isso que chamamos de vida. E você, o que pretendo fazer com a sua?

sexta-feira, 12 de março de 2010

É patético como a sociedade culpa e ao mesmo tempo se esconde em um padrão que ela mesma criou. Ridículas regras impostas onde o ideal é ser melhor. Não existe o melhor, somos todos ruins, todos temos algo a por ou a tirar. Então guarde a sua maldita opinião e faça uma rebelião, crie e depois destrua. Essa é a nova lei. Destrua essa maldição que habita a todos, seja o herói de um lugar onde todos somos os vilões. Pare de se contradizer, isso só piora a sua péssima percepção e o deixa ainda mais envolto de duvidas e medos. Nenhuma defesa é melhor que o ataque, se manifeste, se cubra com o medo, não poderá se esconder de si mesmo.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Cansei de ser mais um bonequinhos de porcelana fingindo estar tudo bem em um lugar onde nada está bem, cansei de tentar parecer normal quando todos sabem que não há razão por aqui. Cansei de estar em um lugar onde todos parecem te julgar a cada maldito segundo, todos com essa busca constante de ser aceito, se fazer parte de algo. Nunca irá fazer parte de nada, porque não há absolutamente nada a fazer parte. Parem de fingir seus malditos hipócritas. Apenas parem.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Eu não quero ser igual, não quero seguir sempre o mesmo padrão, não preciso fazer parte de um grupo, não quero me encaixar. Mas é irrelevante, tentando ser diferente você etá sendo igual, muitos não querem, muitos tentam, ninguém consegue. Tentando se diferenciar você só está tornando tudo mais confuso e complicado, então apenas pare de tentar, apenas seja. Todos se igualando, se comparando, inutil. Não conseguirão se destacar, querendo ser mais que ou outros, ultrapassando os limites da razão. É impossível mudar fatos que são apenas realidades não ditas .

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Em um espaço húmido e fresco, diferente da superfície, quente e perturbadora. Sem angustias, sem palavras, imersa a tranquilidade, por segundos, breves segundos. Mas uma hora temos que desperta, sempre temos, e vem a onda de realidade, fria a rígida. Obscura, tensa e impermeável. Mesmo com toda essa nostalgia ao meu redor eu prossigo. Críticas de todos os lados, o ódio nos olhos, a inveja. Doce inveja, Transformando o mundo em um pequeno protótipo de guerra. Conclusões e pensamentos de diversas origens, diferentes pessoas, diferentes lugares, mas sempre mantendo o mesmo padrão. Fé, mantenha a fé como se dependesse disso pra viver. Vida - intensa. Deixando de apenas existir e vivendo.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Vamos todos viver com uma nova perspectiva ? uma melhor, onde a dor não seja a protagonista, onde a angustia de ter que escolher não exista, onde o fracasso e o medo sejam lendas. Esquecer, é o que se tem a fazer. Ignorar o fato da perda e adorar a essência do novo. Não vou conseguir mudar a forma como as pessoas pensam, isto é um fato. mas posso mudar a forma de se levar, com um novo olhar, com uma nova perspectiva.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

As vezes eu me perguntava se todos eram loucos, ou se talvez fosse eu que estava enlouquecendo. Muitas vezes chegava a conclusão de que era eu que estava representando este papel. Como manter a razão se nada permanece com sentido algum ? Uma das mil perguntas sem respostas que abitabvam a minha mente. Mas já tinha me acustumado com essa idéia, afinal, temos que nos acustumar com tantas coisas - era fácil. Ignorar, um dos dons absorvidos com o tempo. E mais uma vez guardo as lembranças comigo, elas valem tanto quanto o presente e até mais, e qual a razão ? Elas já me fizeram sorrir como ninguém haverá de fazer .