Eu quero. Eu devia, ter guardado isso em uma das minhas caixinhas de segredos. Sim, eu as possuo, e tenho uma com seu nome cravado. Sem anúncios, sem propagandas, só aquelas velhas borboletas dançando numa melodia desconhecida no meu estomago. Eu deveria ter escondido de todos, até mesmo de mim.
Será que teria durado? Você me fez essa pergunta antes de partir e até agora não paro de procurar a resposta. Eu queria chorar, tirar esse bolo da minha garganta, eu queria.
Talvez não tenha significado tanto pra me causar alguma dor física, mas foi o bastante para me perturbar em uma tarde de verão. Foi o bastante para matar todas as pequenas borboletas que vinham me fazendo companhia à noite. E finalmente, foi o bastante pra perceber que você foi e ainda é importante pra mim.
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