quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Saudade, falta de algo. Confusão, dores de cabeça, papéis ao chão. Cartas, todas ali espalhadas ao chão, frases pela metade, hitórias sem pontos finais. Até quando poderia prolongar aquele momento? Lágrimas, corações apertados, partida. É hora de ir minha querida, acabou.

sábado, 14 de agosto de 2010

- Você tem medo?
- De que?
- De tudo.
- Não.
- Sim, você tem.
- Eu disse que não.
- E se eu morresse agora, você tem medo disso?
- Sim.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Quinta, a noite. As lições acabaram, as séries de tv ainda não começaram, nenhum amigo on line, só lhe restas as fotos. Com algumas leves batidas a poeira sobe, um espirro, muitas lembranças. As fotos agem com uma rapidez tamanha, a nostalgia toma conta de seu corpo. Flashes, frases soltas e risadas sinceras. Saudade, falta de algo. Não aguenta, guarda como estava, amanhã veria o próximo álbum. Esquece as series, sua preferida passa despercebida.
" Ela acreditava em anjos e, porque acreditava, eles existiam. "
(A hora da estrela - Clarice Lispector)

domingo, 8 de agosto de 2010

Saudade, falta de algo. Confusão, dores de cabeça, papéis ao chão. Cartas, todas ali espalhadas, frases pela metade, histórias sem pontos finais, apenas vírgulas. Até quando poderia prolongar aquele momento? Lágrimas, corações apertados, partida. É hora de ir minha querida, acabou.


Sumiu, acabou, a chegada do ponto final. Mesmo após a ardência das lágrimas em suas bochechas, a presença ainda estava ali. Era como se nada tivesse acabado, como se nada tivesse ao menos começado. Como? Ela o viu partir, afinal, teve que partir também. Houve todo o momento clichê, abraços prolongados e lágrimas indesejadas. Como poderia estar ali ainda?


Não estava. Houve uma carta, apenas uma terminada. Dentro da caixa, aquela jamais vista por ninguém, especial demais para se mostrar. Com um gesto cuidadoso a tirou de dentro de sua gaveta secreta. Levantou-a na pequena brecha de luz que entrava pela janela. Assim que tocou a luz, foi substituída por ar - como? - sumiu, simples assim. Agora, enfim, estava com seu destinatário. Poderia continuar, sim, apenas continuar, pois sua vida estava naquela carta. Por isso tão bem guardada.