segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Vou lhe contar um segredo, mas fique calado, não conte nem mesmo ao travesseiro quando a única luz for a da lua que brilha lá no alto. Eu sei, eu sei, favor grande a se pedir, certo? Veja bem, o segredo não é meu, se acalma, se acalme que vou contar, lá vai, se prepara: havia um menina, de olhos escuros, que pelo o que sei mora lá do outro lado da rua. Ela sente - sente o que? - ela sente falta - falta de que oras? - Ah criança, de tudo, de tudo..
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Como insistes em ir embora assim? Sem ao menos me contar desculpas enfarrapadas, aceitaria suas frases indiferentes, as habituais, mas nem ao menos isso? Estás louco?
Partir com o único pretexto de que não me quer mais, vamos lá, você sabe que isso de não querer mais é apenas mito. Uma criança nunca deixará de querer seu doce predileto, aquele com cheiro de cereja e cor azulada, colorido, coisa de criança mesmo. Com a boca em linha reta me dizia que não iria partir, jamais, se essa história de olhos transmitirem mais que apenas sua própria cor existe de fato, claro, caso não exista, estou é louca, pois juro que quando me olhava daquela maneira, você sabe, era você quem fazia-o... Pois bem, essa era uma das suas coisas.
Se acha que encontrará conforto ou até mesmo brigas como as nossas, faço disso um desafio a ti, se encontrar lhe deixo, com esta copia mal cospida de nós, mas se ficar perdido em meio a tanta confusão que é este mundo ai fora, te levo uma manta e um " eu te avisei ", e então podemos fingir que nunca partiu, como naqueles filmes que passam no, oh como é mesmo, ah sim, cinema..
Assinar:
Comentários (Atom)