quinta-feira, 29 de abril de 2010

Todos esperam que os motivos apareçam para deixar de ser um estereótipo fútil motivado por essa fantasmagorica população, que a cada segundo emprega mais uma maldição assim chamada pelos que não tem o cérebro fuzilado por tantas informações inúteis. Porque eu deveria consertar algo que não criei ? Prefiro sentar e ver o circo pegar fogo e quando tudo estiver perdido, levantar e aplaudir de pé a tragédia, para eles, porque para mim não passa de mais um divertimento cotidiano.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Engasgada, parecia que tudo havia aglomerado e resolvido parar bem em sua garganta, com líquidos ela tentava digerir aquela confusão em forma de bola. Vozes, que tentava minimizar com a musica, não importava a altura, gritavam cada vez mais alto, e toda aquela massa presa dentro de si continuava a lhe arranhar e queimar. Parecia que era resistente a tudo, então decidiu tomar mais algumas pequenas massas brancas com a aparência perturbadora para silenciar de uma vez só as vozes e tentar acalmar aquela coisa em sua garganta. E der repente veio a calma, sem ordens e feridas, conseguia pensar e novamente tomar decisões, mas para que agora? Já havia tomado a unica importante, e então lá ficou com o sentimento de covardia lhe perfurando o corpo. Quem nunca pensou em tomar comprimidos para dormir para sempre? Como nos contos de historia para dormir.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Humor Negro .

Justiça, a ilusão de muitos, justiça não passa de uma palavra inventada para fazer a sociedade se sentir melhor. É só olhar em volta pra perceber que não há nada além de hipocrisia, todos em uma mesma peça de comédia que nunca deixara de existir. Pessoas que nunca deixaram de atuar, com cortes provocados pelos inevitáveis acontecimentos sem ordem, confusão e logo depois mais atuação em uma perfeita sincronia.

Olhem ao redor, preparem-se para correr .

domingo, 11 de abril de 2010

E quando perguntam se estou bem, lhes respondo o que querem ouvir - sim. Ninguém se importa, só perguntam por mínimos vestígios de educação.

sábado, 3 de abril de 2010

Escondida ao canto, tentando impedir que os outros a vejam, ela sente um aroma familiar. E então vem um sentimento de saudade, uma sensação de procura, uma leve onda de pequenos choques eléctricos lhe correm pelo corpo, com um ato mais que inspontâneo ela respira fundo, com toda a sua força para tentar guardar em si o máximo que pode daquele aroma familiar, que lhe trouxe de volta a sensação de vida - de saudade. E com a mesma rapidez ele se vai, sem deixar rastros, sem deixar paradeiro. Mas agora ela já encontrou o que queria, o sentimento que estava a procura. Se levanta e como uma criança aprendendo a andar ela prossegue, com um passo de cada vez. Com o tempo ela fica segura de si e começa a correr dentre de toda aquela multidão de pessoas, que para a garota não passavam de borrões. Uma senhora a para e lhe pergunta com uma certa angustia na voz - O que estás a procurar minha jovem ? , e então com um tom de paz inconfundível a jovem lhe responde - Já encontrei senhora, já encontrei. E novamente começa a caminhar, a senhora parada ali a observar aquela linda garota percebe que conforme a menina anda, seu corpo vai desaparecendo, como uma névoa. Como aquele aroma que veio sem indícios de paradeiro, aquela garota se vai, e desaparece com a brisa que passava ali naquele instante.