terça-feira, 30 de março de 2010

Transforções haviam se tornado comuns, mas não eram simples mudanças como a cor do cabelo ou a marca do esmalte. Eram internas e dolorosas, o sol antes batia em minha pele trazendo uma leve ardência relaxante, agora me queima como fogo, trazendo marcas e dores incuráveis. O ar frio antes batia como um brisa em meu rosto, levando todas as minhas feições ruins, agora vem como uma onda gélida e rígida que me rasga a pele. Aquele olhar, ele me trazia conforto e companhia e agora só me traz solidão e angustias, lembranças tenebrosas. A vida, intensa agora só passa de um breve momento insignificante que quero esquecer, arrancar aquelas lembranças - mas parecem tão profundas. Intáquita, parada ali em um canto, mais um canto, todos perguntam : " O que aconteceu a aquela pobre garota?" e então vem a resposta : " ela só parou de tentar esquecer, ela só parou de tentar viver". Vocês deveriam fazer o mesmo, parar de criticar, isso traz a vida o belo ar do fracasso.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Tudo poderia ser igual ao fake não? Você cria sua imagem, sua personalidade, não tem medo de falar algo pois todos que estão ali não são realmente reais. Se magoa e simplesmente deleta aquela vida e começa outra, com um simples ato tudo se acaba. Mas é preciso coragem até para isso, pois não é fácil deletar uma vida, nem pessoas mesmo que elas sejam falsas. É como uma cidade fantasma, tudo está lá, você está vedo, mas quando vai tocar - some. Passa pela suas mãos e então tudo não passa de imagens, e por isso que não temos botões para deletar nossas vidas. Isso precisaria de muita coragem e não há ninguém que consiga. Precisaria de frieza, seria contra os nossos extintos. Nada disto é real, nada disto é certo, pois na verdade não existe o errado, apenas o contrario - ideologias contrárias.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Apenas mais rostos borrados e cores apagadas. Estar sozinho em meio a tanta gente, confuso com claras instruções, enojado com a própria face. É dificl de entender que seus problemas são tão insignificantes ao dos outros e que seus sentimentos não passam de drama feito para adquirir atenção. Mas e se eu não quiser atenção? Aflição, anciosos para o nada. Esperando que todos te compreendam, não acontecerá, estão cegos, tomados pelo egoísmo. Não há mais nada a se fazer com isso que chamamos de vida. E você, o que pretendo fazer com a sua?

sexta-feira, 12 de março de 2010

É patético como a sociedade culpa e ao mesmo tempo se esconde em um padrão que ela mesma criou. Ridículas regras impostas onde o ideal é ser melhor. Não existe o melhor, somos todos ruins, todos temos algo a por ou a tirar. Então guarde a sua maldita opinião e faça uma rebelião, crie e depois destrua. Essa é a nova lei. Destrua essa maldição que habita a todos, seja o herói de um lugar onde todos somos os vilões. Pare de se contradizer, isso só piora a sua péssima percepção e o deixa ainda mais envolto de duvidas e medos. Nenhuma defesa é melhor que o ataque, se manifeste, se cubra com o medo, não poderá se esconder de si mesmo.